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“Uma lente sobre a mulher Urbana”

Ela retoca o batom, amarra o salto alto e sai. Da janela do apartamento o dia clama por sua presença. Nas calçadas da metrópole suja, seus passos são esperados. Os poetas urbanos recitam versos, os profissionais noturnos batem seus cartões salariais, as vítimas automáticas aguardam a chegada da mulher dos cabelos aos ventos que assobiam seu nome. Os prédios se agigantam a cada tom do desfile de passos que ela marca pelo caminho. E ele ali escondido atrás das lentes da câmera que registram a musa amada em carinho platônico de deseja-l

O relógio aponta os números ideais para o início da persuasão feminina. E os pertencentes ao mundo agarrado se rastejam na gosma que sai de seu caminhar. E o dia surge nos vidros que refletem e marcam as lentes que a vigiam, em indiscreta paixão. E quando ela para e assiste um romance que dança pelas letras tatuadas nas páginas dos livros a vida para e assiste outra vida.

Diante da impossibilidade de continuar a crônica vivida, o homem que a ama em vigia guardo a luneta, toma um copo de leite e vai se deitar. Quem sabe assim nos sonhos a mulher exista em suas mãos que não se cansam das lentes.

 

@dimorales

( vamos nos declarar…viver o amor seja ele puro, impuro ou proibido… ame e se revele)

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Saiba o significado do nome daquela banda

Sabe aquele dia que você tem mil coisas pra fazer, mas no momento você curti o ócio na internet? Pois é, num desses dias, futucando e futucando nos mais confinados blogs do segmento. Eis que encontro essa lista, mas que lista. Uma lista que fala o significado dos nomes de varias bandas de rock do mundo. Quando digo mundo é porque tem banda pra caralh*. Bandas como:

AC/DC – A irmã de Angus e Malcolm Young, Margaret, criou o nome. Aparentemente ela achou a sigla em um eletrodoméstico, e achou que casava bem com a banda, visto que tinha a ver com eletricidade (AC/DC é um indicativo de corrente contínua e alternada). Depois descobriram que era também uma gíria que designava bissexuais mas já era tarde. São infundadas as versões de que o nome seria uma sigla para Anti-Christ/Dead-Christ (anticristo, cristo morto).

Angra – O nome foi escolhido por duas razões: por ser um nome tipicamente brasileiro (dado à “Deusa do Fogo”) e por parecer o adjetivo “Angry” (em inglês, raivoso).

CPM22 – Segundo o guitarrista Luciano Garcia: “CPM22 é a nossa caixa postal. No início, o nome da banda era só CPM. Daí os caras abriram uma caixa postal que, por coincidência, era de número 1022. Quando olharam, caralho, era Caixa Postal Mil e, se você colocar duas vezes o número dois, fica CPM22. O Wally sempre disse que queria que o nome do grupo não fosse algo que já existe. Queria um nome que, quando o pessoal ouvisse, lembrasse só da banda. Aí funcionou, porque CPM22 é bem a cara da gente.”

Eu não li tudo e não posso comprovar nada do que esta escrito aqui, mas é divertido saber e acreditar. =p

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#Tempoatoa Adverte: Samba-canção deixa barriga roxa

Tudo começou quando eu tinha 15 anos e fui dada pra casamento pro fii do Sr. Vicente por ele te matado a onça que tava cumendo os boi lá da fazenda. O fii do Sr. Vicente é o Nico, ele até é bonito, alto, forte, o único problema dele é que ele é relaxado. Ele tem dinheiro neh, nem precisa ter cuidado cas coisa. É daquele tipão que tem muito dinheiro, mas não faz questão de mostrar, nem pra ele mesmo. Se veste igual um eremita, daqueles que num vê gente há 30 anos, num faz barba a quase 30 também e banho é só uma vez por semana.

O meu sonho de infância era casa caquele príncipe encantado neh, que vem no cavalo branco e me leva pra mora no castelo real, *-* Mas de príncipe o Nico só tem a fortuna, sem contar que ele tem mais que o dobro da minha idade.

A idade nunca foi problema pra mim. Depois do primeiro ano que estávamos morando juntos, já tínhamos experimentado de tudo na cama, Nico fazia sexo como ninguém. Com esse tempo nós criamos certas intimidades, nos aproximamos mais e chegamos ao ponto de eu ter liberdade de comprar cuecas pra ele. De fato eu até achei melhor, Nico só usava as mesmas cuecas, sempre com um furo em algum lugar, ele não ligava pra isso, sempre dizia: A cueca ta debaixo das calças, ninguém tá vendo esse furo. Comprei cuecas Box, sempre adorei homens de cuecas Box. Nico tinha pernas grossas, ia ficar perfeito… ia ficar… se ele tivesse gostado. Me fez comprar samba-canção, 15 delas, achei estranho ele querer tantas, mas logo vi, imaginei que ele iria usar só pra dormir, mas Nico usava aquilo o dia todo. Não dei muita atenção pra isso, afinal, como ele mesmo diz, a cueca está debaixo das calças.

Como eu sou burra, como sou burra. Com toda aquela confusão eu não lembrava que existem mais coisas que eu gostava no homem além das cuecas debaixo da calça. Hoje, 5 anos depois de casada e 2 anos depois que Nico começou a usar samba-canção, o que poderia ter sido uma linda história de amor e sexo acabou. Dois anos usando samba-canção me faz sentir as bolas de Nico na minha barriga na hora do sexo de quatro, eu não agüento mais.

@emanoelsimon

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Crônicas de um cotidiano infeliz IV

Minha mãe é uma mulher um pouco digamos de uma forma amena, não muito fã de cachorros e animais de estimação em geral.

Quando eu pedia pra ela que me deixasse ter um cachorrinho ela me respondia no tom mais inspirado em crueldade e cinismo possível: “já tenho dois cachorros dentro de casa, pra que eu vou querer mais um?!” (sim querido leitor, ela se refere a mim e a meu irmão).

Bom, eis que uma amiga do trabalho que tem aquele cachorrinho que inspirou o Bidu da turma da Mônica, eu como grande fã das historinhas, sempre sonhei em ter aquele cachorrinho tão carismático!

O cachorrinho teve filhotes e eu mais que depressa bolei um “plano infalível” para ter um deles para mim! Fui até a casa dessa amiga e tirei dezenas de fotos pelo celular daquela pequena criaturinha linda. Ao voltar para casa convenci uma ou outra amiga minha para ir comigo e não disse nada sobre meu maligno plano de induzir minha mãe, apenas disse: “concorde com tudo que eu disser ok??!” Chegando em casa mostrei as fotos do filhotinho pra minha mãe e meu padrasto dizendo que eu já havia comprado por 500 reais. Por ser um filhote de raça e tal! Minha mãe com cara de “foda-se, devolve!” Quase teve um troço, partiu pra cima de mim como uma psicopata possuída por alguma entidade obscura, podia jurar que vi os olhos dela ficando vermelhos e os dentes pontudos de tanta ira!

Bom, um mês depois disso (mês esse em que fiquei dizendo que o cachorrinho estava chegando e pá e comprei todos os pretecos como casinha, coleira, potinho de comida e blá blá blá). Levei o filhote pra minha casa, antes passei no veterinário paguei uma verdadeira nota por uma vacina e recebi a grande noticia que ainda teriam mais algumas outras infinitas medicações para aplicar, quase fiquei tonto com o valor das injeções.

Quando eu mostrei o bichinho pra minha mãe ela fez uma cara de nojo profundo, como se tivesse vestígios de coco debaixo do nariz e ficou sem falar comigo. Dormi com meu novo companheiro no pé da minha cama, com toda aquela alegria de criança e seu primeiro cãozinho. Dei o nome de Nietzsche. (Se você não prestou atenção nas aulas de historia e ou nas aulas de filosofia eu te indico uma ferramenta ótima de conhecimento avançado: O GOOGLE)

Tudo ia bem, quando um dia eu chego em casa e meu bichinho esta na cama de minha mãe, senti um frio na barriga com aquela ameaça mortal, mas quando cheguei mais perto do quarto vi minha linda mãezinha na cama ao lado do Nietzsche acariciando-o com toda ternura materna. Fiquei parado na porta atônito com aquela visão. Imaginei que houvesse posto algum alucinógeno na minha bebida ou se eu havia morrido e estávamos no paraíso, onde todos são bonzinhos com todos!

Mamãe me olhou com um sorriso e disse palavras que eu jamais imaginei escutar dela: “ele é uma gracinha né filho? Todo educadinho, bonzinho!”

Percebi como um raio quem tinha tomado alucinógenos, pobre mãezinha. Olhei ao redor para constatar se o marido dela tinha a abandonado e ela tido um surto, olhei ao redor da cama para procurar alguma arma branca, pois de fato ela só podia estar me ironizando e prestas a matar meu novo melhor amigo!

Pois é querido leitor, a partir daquele dia macabro meu “EX” melhor amigo e companheiro, virou a sombra de minha mãe, só dorme no quarto dela, quando ela chega em casa ele faz a maior festa do mundo, quando o levo para meu quarto ele fica arranhando a porta querendo ir para o quarto dela e só come quando ela coloca a comida dele.

Mas eu te pergunto: você acha mesmo que quando eu chego sou recebido com festa? Naaaada, é automático: ” vai limpar a sujeira que seu cachorro fez no lugar errado!”. Nessas horas, claro que o cachorro é meu.

Hoje eu olhei bem no fundo dos olhos do Nietzsche, segurei sua cabeça e tive uma conversa séria: “Você me custou 500 reais, mais uma fortuna pra te deixar confortável, espera só que você vai ver seu vira-casaca, vou fazer você dormir no quintal e a próxima vacina meu caro amigo, vai ser daquela mega duvidosas de tão baratas! Me aguarde!” E vim desabafar nesse post.

@dimorales

(Baseado em fatos reais – @Fredbc_)

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O dom de ser invisível

Oi, muito prazer. Eu sou o homem invisível e vou falar pra vocês como é bom ser invisível.

Sou de família humilde, não sou invisível por que quero. Eu nasci assim, não tive escolha, nasci invisível. Vocês podem não ver, mas existem vários iguais a mim nas ruas. É como um universo paralelo. Vocês não vêem a nossa gente, não tem como se importar com algo que não vê. Eu não culpo você humano por nós invisíveis sermos ignorados, afinal, é como eu já disse, nós nascemos assim.

Mas nós, nós vemos vocês. Nós estamos aqui todos os dias vendo vocês, observando vocês, vendo vocês acordando pra andar no parque, enquanto nós já moramos no parque. Nós vemos vocês indo trabalhar, enquanto nós nunca arrumamos emprego. Vemos vocês no churrasco com a família, enquanto nós não podemos comprar comida. Vemos vocês brincando com seus filhos, enquanto nós temos que ver nossos filhos pedir e roubar. Vemos no almoço quando procuram o melhor restaurante, enquanto nós temos que… temos que ficar olhando.

Uma vez uma criança me viu e correu de medo, eu a fiz chorar. Os humanos têm medo de nós e quando nos vêem querem nos destruir, posso ouvir os pensamentos deles, ver o olhar deles. Vocês não podem nos ver, mas sabem que estamos aqui, isso vocês sabem.

Por sermos invisíveis, temos a sensação de que somos ignorados, mas sabemos que não é assim. Sabemos que os humanos não nos odeiam só que não nos enxergam, mas saber que não é por querer não nega o sentimento ruim que passa. Por isso moramos assim, debaixo de pontes e casas abandonadas, nas estações de metrô e terminais a noite. Moramos em qualquer lugar onde não ha humanos, onde não desejaremos ser humanos, onde não desejaremos os mesmos direitos. Não podemos desejar direitos iguais se não somos iguais, então… então a gente se esconde.

Eu sonho com isso toda noite que consigo dormir, sonho em ser humano um dia. Sonho ser igual a vocês. Poder fazer tudo sem olhares de desprezo, poder fazer meus filhos felizes, ir ao parque com eles, dormir em camas quentes. Eu arrisco a dizer que nós invisíveis só queremos ser notados, ser notados como humanos, como iguais.

@emanoelsimon colaboração @PalomaScheffer

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Mil e um estereótipos

Antes de qualquer coisa que eu escrever aqui, nós vamos concordar que em uma faculdade existe muita gente estranha. Mas e quando esse estranho é o professor? Vou esparrar uma parada aque nessa bagaça. No meu curso só tem professor entranho, mas é tudo sagaz. Não parece, mas é. Eheuheue

Eu posso falar que todos os meus professores são legais. Eu não estou puxando saco até por que eles não lêem meu blog. =p Vendo isso de uma forma geral eu percebi que temos os mesmos estereótipos de professores em todos os cursos basicamente.

Começar com O gente boa, aquele que passa só trabalho em sala, e quando passa algo mais complicado prorroga as datas de entrega até os 49 do segundo tempo ele geralmente já tem uma certa idade, é casado e sente falta do seu tempo de garotão comedor pica das galáxias.

Temos também O sou foda. O sou foda é aquele que realmente é foda e sabe disso. É um dos piores, mas também é com ele que você mais vai aprender. Ele não tem medo de contar seus podres, não se importa em ser visto em lugares tensos, não se importa em falar qualquer coisa, isso por que ele é foda.

Um que sempre tem é O velhinho. Todo curso tem um professor velhinho. Aquele que fala, fala, fala e fala. Só fala! É do tipo que tem um conhecimento féla da puta pra passar e descobriu o pior jeito, o jeito mais “porre” de passar.

Não podemos esquecer de O garotão. Esse tem na faixa de 49 a 59 anos fisicamente e 19 a 29 mentais. É aquele que fala: Brother, colé, sangue bom, tá tranqüilo e pods crer. Essas são gírias típicas de O garotão. Ele passa trabalhos super fáceis e muitas das vezes são práticos. Ele faz isso por que não teve essa oportunidade quando ele fez o curso há 30 anos.

A drogada. Ela é super viajada, conhece milhões de pessoas, milhões de lugares, e tem um certo delay diante de perguntas, ou até sem elas. O.o pra falar. Não necessariamente tem que ser mulher, só mudei pra manter a cota. O próximo é negro.

O invisível. É aquele que ninguém nota. Só descobrimos que ele existe quando sai às notas.

A feia. Essa existe em todas as partes, não tem escapatória. É aquela que é super inteligente, mega gente boa, engraçada pra caralho, mulher perfeita pra casar se não fosse por um problema, geralmente A feia, é muito feia.

Temos O entendido. É aquele que o que você perguntar sobre sua matéria o cara te responde de uma forma que você entende mesmo sem querer. É comum O entendido ter algumas peculiaridades, como uma forma diferente de falar com um sotaque estranho, ou ele pode ter um jeito próprio de pegar no pincel atômico, ou sei lá, um jeito estranho de sentar. Pode ter tudo isso de uma vez também, mas sempre seguido de uma letra que mais parecem hieróglifos.

A gostosa. Essa é rara. Tamanha sua raridade que nunca vem acompanhada de outra qualidade. Gostosa e ponto! Só sabe falar da carreira, do marido e de tudo que fez pra chegar até onde está.

Isso é só o que eu lembrei agora. Esse espécie de ser humano cresce cada vez mais e estão se diferenciando, criando bifurcações em sua evolução. Existem milhares e pretendo catalogar todos eles aqui.

Uma boa noite pra todos vocês.

@emanoelsimon

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Tutorial: Como entrar e sair de um banco sem metralhar ninguém

Bancos, independente de qual seja, do quão confortável é ou do quão chique ele podem ser, todos são odiados. Até os velhinhos que fora dos bancos são uns mimos, fazem biscoitos e contam historias. Mas dentro dos bancos são os seres mais temidos e odiados, mais até que o próprio gerente da agência.

O primeiro problema que não chega a ser um problema, mas que incomoda e a porta. O banco sempre tem varias portas de entrada, uma normal, uma que aperta um botão e uma dupla. Você é automaticamente atraído pra porta de botão, aperta e nada, aperta novamente e nada, da uma puxadinha involuntária na porta já procurando outro meio de entrar. Porta normal, sempre trancada, fato! Porta dupla, quando você puxa tem que empurrar, quando você empurra tem que puxar, mas basta um erro pra acertar de segunda.

Auto propaganda quase sempre significa que uma coisa não é exatamente aquilo que quer passar, portanto, se o nome é caixa rápido é provável que ele não seja rápido. Quando temos velhinhos na fila então… Cadê o caixa rápido especial pra velhinhos?

Ao chegar à porta giratória você já é um vencedor. Ela equivale a um miniboss dentro de um banco. Tiramos tudo dos bolsos e a porta continua apitando e travando. Tira chave, tira celular, tira moeda, tira, tira, tira… Até que finalmente o guarda percebe que você não vai metralhar ninguém, (não que você não queira, mas pelo fato de não ter uma metralhadora escondida no cu!), o guarda diz “puxa a porta, PUXA A PORTA! AGORA VEEM! Nesse momento tudo é magia, você se arrepia. Tudo se move em câmera lenta, você não acredita que vai acontecer. Um toque, um toque na porta é suficiente pra ela ceder. Ela gira e uma lagrima involuntária desce cascateando seu rosto de encontro ao chão. Você está dentro.

O macete ao passar pela porta giratória é entes de qualquer coisa, antes até mesmo da primeira respirada que você da pra puxar o ar frio do condicionador de ar é você da uma olhada em 360° a fim de localizar todos os 15 pontos de senhas. Corra o mais rápido possível. Não se importe se alguém te olhar esquisito, por que quando você for atendido primeiro que ela o olhar de “sou foda” vai ser seu.  Com 15 senhas nas mãos agora é hora de lembrar pra que você foi ao banco. Feito isso siga para as cadeiras e sente meu amigo. Uma dica é nesse tempo ficar de olho em quem entra no banco para que possa vender 14 senhas que vão sobrar. Cinco reais a senha é um bom preço.

Finalmente, final boss. Os velhinhos. Muita calma nessa hora por que é nessa hora que a maioria desiste. Sim, eles entram na frente de todo mundo sem nem dar satisfação, ficam fazendo hora com cara das mulheres do caixa só pra demorarem mais, andam extremamente devagar pra chegar ao caixa, não escutam os xingamentos alheios ou fingem que não escutam. E o pior de tudo, ninguém tem coragem de falar nada, parece que isso é correto. O segurança finge que não esta acontecendo nada, todos fingem. Velhos deve ser uma máfia gigante, aonde eu vou eles fazem isso. Sem falar que muitos eu já vi até descer pela porta da frente do ônibus, nem se da ao trabalho de pular roleta esse FDPs.

@emanoelsimon

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Crise. Crise. Crise.

Crise. Essa talvez seja a palavra. Crise. Que momento, fase, sentimento é esse? Crise. A minha nem é tão grande e talvez nem tão importante. Só sei que é temporária. Isso me conforta. Mas não me deixa pensar, não me deixa seguir. Crise. Olha ela ai de volta. Estou estático. Não consigo voltar e nem prosseguir. Crise. O que fazer? Como fazer? Como começar? Como seguir? Quero voltar, como volto? Crise. Escolhas me surgem. Quero um destino. Mas quero seguir o destino certo. Nunca sabemos qual é o certo. Isso me preocupa. Será que estou fazendo o certo? Não sei. Crise. Nunca me deixa, vai, mas sempre volta. Insiste em voltar, o que eu fiz? O que te fiz? Mereço? Não mereço, penso, logo sofro. Sofrer, eu não quero mais sofrer. Quero decidir, mas decidir sem sofrer. Mas como não sofrer? Não pensando! Mas como decidir sem pensar? Crise. E ela voltou. Ela sempre volta. Não quero mais. Desisto. Aqui fica a minha despedida. Crise. Não, chega de crises. Hoje eu decido, hoje eu não sofro, pensarei em uma decisão e ela eu cumprirei. Ouço tiros, isso não é uma crise. Isso é real. Sirenes? O que está acontecendo. A luz apagou. Não consigo parar de digitar. O que esta acontecendo? Responda-me! Por favor. Quem é você? Porque esta me olhando e não me diz nada… Onde estou e por que tudo sumiu? A luz voltou. Minhas coisas voltaram. O que aconteceu? Porque continua me olhando e nada diz? Afinal, quem é você? Oh, Deus, estou sangrando, mas não sinto nada. Não consigo parar de digitar. Preciso de ajuda. Ajude-me, eu te peço. Porque está rindo?

Se isso não faz sentido pra mim, porque teria que fazer para você, mas se fez, por favor, comente, gostaria de entender.

@_jotinha

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Pai, eu tô gravida!


Vi esse vídeo-áudio, que a @luanathomasi postou no Twitter e achei muito interessante, não tem imagem, é apenas um dialogo entre a filha grávida e o seu pai, você gostaria de dar essa noticia pro seu pai? Talvez um dia, mas agora?…

Vale a pena ouvir os 7 minutos, é muito engraçado mas não é só isso, passa um pouco da irresponsabilidade que os jovens possuem hoje em dia, então, use camisinha. rs

– É um pouco antigo, talvez muita gente e você já tenha visto, mas a mensagem é atual.

@_jotinha

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Uma noite de reveillon

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O reveillon é aquele tipo de rock especial, tão especial que só acontece uma vez por ano, tão especial que as pessoas se mobilizam pra usar roupas de uma cor só, tão importante que não pode chover.

Pra um dia ser mítico ele só precisa ser reveillon e ter planos de encontro com aquela gostosa que te deixa molhadinho. Sim, assim foi meu fim de ano, um encontro com a gata que me faz correr pelas ruas quando está por perto.

Camburi, Vitória – ES. Marcamos de ir pra casa de um amigo pra calibrar antes de ir ver a queima de fogos à beira-mar. O encontro estava marcado há dias antes do reveillon, eu tinha certeza que encontraria com ela. A presença dela marcava o final da noite pra maioria, mas não pra mim. Com um pré-aquecimento de algumas long necks, uma batida de coisa que juntas deu um sabor perfeito a bebida, mas o momento vodka com três garrafas presentes, eu esperava ansioso a sua chegada.

Nos distraímos com a queima de fogos, cantamos, nos abraçamos, esquecemos de tudo, eu até esqueci do meu encontro marcado, nem lembrava mais. Paramos por um momento e terminamos de ver a queima de fogos, pensando no ano que passou e no ano que vai passar. Cada um em seu mundo silencioso.

Nos infiltramos em meio a multidão logo após a queima de fogos, éramos os reis nesse dia. Era um dia que eu não percebi ninguém a minha volta, eu tinha um foco que não saia da minha cabeça, eu tinha que ser memorável. O primeiro encontro do ano tem que significar alguma coisa.

O tempo passou correndo por mim, hesitei tateando o bolso e aliviado encontrei minha carteira. Suspirei e me peguei olhando pra céu escuro da noite de reveillon, me perguntando se ela viria mesmo, se viria acabar com a noite perfeita só por mim, só pela minha presença. A presença dela não era muito desejada entre os zumbis da noite de reveillon, cuja orla estava infestada.

A noite estava em seu fim e eu em algum momento nela me esqueci do meu encontro. Coisas me chamaram mais atenção do que a promessa dela de fazer dessa noite especial. Peitos me chamam a atenção. Não tenho e não quero ter culpa disso. Foi um acontecimento que me prendeu e me fez esquecer. Arrisco dizer que todos esqueceram, estavam todos curtindo sem preocupações, sem limites, sem esperar por nada inesperado.

Uma noite de reveillon em que a chuva furou comigo. Ainda assim foi especial.

@emanoelsimon

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